A ânsia pela solução
Qual não foi o meu desassossego e a minha inquietação quando no passado fim de semana, cheguei como é habitual à estação de camionagem da Batalha e na compra do bilhete para mais uma viagem em direcção à Covilhã, o funcionário com uma espantosa "lata" e com ar de gozo informou-me que as camionetas estariam com os lugares todos ocupados.
Atrapalhada e sem jeito. Este foi o meu estado imediato.
Talvez o pânico também se tornou evidente.
O que faço agora? Não vão arranjar solução?
Não fazer essa viagem para cumprir mais uns dias ao serviço académico seria uma ideia impensável.
A única coisa que me consolava era o facto de cerca de trinta pessoas estarem na mesma situação que a minha.
Só ansiava que mais um autocarro fosse disponibilizado.
Tudo me ocorria se tal situação não fosse encontrada.
Incompetência da empresa?
"Abuso"por não haver outra concorrente a prestar os mesmos serviços?
Em tudo e mais alguma coisa pensava...
Todos esses pensamentos seriam coerentes.
Em todo pensava. E porque não, se tal não fosse resolvido, dar a conhecer o acontecimento a vários órgãos de comunicação?
Todas estas hipóteses eram colocadas fruto do mero desespero. Desespero que só viria acabar com a minha tão ansiada entrada naquele meio de transporte. O que acabou por acontecer.
É verdade. Depois de quase uma hora a batalhar psicologicamente, batalhei depois durante cerca de três horas com o sono, naquela viagem que para mim é feita a muito custo.







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